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O que achei do livro Essencialismo e lições que relacionei com a vida criativa

Ele chega, te pega pelas mãos, leva até a poltrona e diz “olha, senta aqui e presta atenção: tudo o que eu vou falar vai pegar direto na ferida, mas é para o seu bem”. Essa foi a sensação de ler o Essencialismo – A disciplinada busca por menos. Cada tópico abordado na explicação do estilo de vida essencialista e das principais dificuldades que existem no caminho me fizeram entender alguns conflitos vividos em minha própria vida. 

Eu sou o tipo de pessoa que quer abraçar o mundo tendo apenas dois braços. Não dou conta, fico frustrada e muito cansada. Quando vi algumas pessoas indicando o título, imaginei que ele poderia me dar um norte e comprei. Apesar de estar empolgada para a leitura, sentia medo de ser um autoajuda cheio de frases manjadas. Não tenho nada contra livros de autoajuda, aliás, adoro e acredito que servem para nos fazer lidar melhor com a vida, mas você sabe do que estou falando. Existem alguns por aí que deixam o leitor tonto de tantas voltas que dão em torno da mesma frase. Para minha alegria, o livro escrito pelo Greg McKeown, autor, palestrante, liderança e estrategista de negócios, é o contrário disso. 

No Essencialismo, Greg Mckeown explica que, para equilibrar trabalho e vida pessoal, é preciso eliminar o que não é essencial e se livrar de desperdícios de tempo. Devemos aprender a reduzir, simplificar e manter o foco em nossos objetivos. Todo mundo já deve ter escutado uma frase que diz “a direção é mais importante do que a velocidade”, de maneira geral, o livro é sobre isso. 

Não importa qual seja o seu objetivo, filantrópico, emocional, financeiro, social… é importante que ele esteja claro para ser possível persegui-lo de forma otimizada, caso contrário, você desperdiçará energia. Ninguém ganha uma maratona correndo por cinco caminhos diferentes, é impossível. Aqui a minha mente ferveu. Eu, que quero escrever uma novela, dois livros, gravar vídeos e dar aula – tudo ao mesmo tempo, nem é meme – já sentei para rever minhas prioridades.

“O que eu realmente quero fazer primeiro?” Essa é uma provocação que o livro traz. Ficou claro para mim que ter uma meta específica colabora com a motivação. Como o próprio Greg diz: “a clareza do essencial nos alimenta com a força necessária para dizer não ao que não é essencial.” Ai, na teoria é fácil, né? O interessante é que ao longo dos capítulos temos acesso a tarefas que nos ajudam a seguir o rumo, porque o próprio autor diz que não é simples. 

“O principal é manter o principal como principal”

Além de aprendizados sobre propósito e motivação, encontrei trechos que abordam a importância das prioridades e que me levaram a pensar sobre o ócio criativo, que hoje é esquecido por pessoas que desejam mais criatividade. “Quando abolimos toda oportunidade de nos entediar, também abrimos mão do tempo que temos para pensar e processar.” São apresentados estudos para mostrar como dormir é tudo de bom para o cérebro e reforçar a importância de respeitar o horário do sono. Não adianta dormir pouco e se a produtividade será menor ainda! 

Conforme as páginas vão avançando, você vai mergulhando em um oceano de informações que te fazem pensar sobre como está lidando com sua própria vida. Será que estamos nos desdobrando para dar conta de fazer tudo e esquecendo do mais importante, que é nos cuidar? É possível que os outros estejam decidindo seu caminho no seu lugar? Socorro, essa doeu em mim.

O autor deixa claro que se não investirmos em nós mesmos — mente, corpo e espírito — prejudicamos a nossa ferramenta mais eficiente e confiável. Além disso, se nos prendemos a tarefas que não aproveitam nossos talentos e assumimos compromissos só para agradar aos outros, abrimos mão do nosso poder de escolha. Viver uma vida essencialista é tomar as próprias decisões e buscar fazer a diferença. Muito próximo do que eu penso sobre como é viver um estilo de vida criativo. 

Entre todas as reflexões apresentadas no livro Essencialismo, identifiquei uma importante para a criatividade: respeitar o tempo de brincar

O ritmo da vida parece ficar cada vez mais rápido e é preciso desacelerar. De uma forma muito direta, o livro aborda um assunto importante: tem gente que se gaba por estar tão ocupado, mas não percebe que nem tem tempo de brincar. Brincar é definido como tudo o que fazemos apenas pela alegria de fazer e não como um meio para atingir um fim, seja empinar pipas, ouvir música, dançar ou jogar bola.

Essas coisas costumam ser tratadas como atividades não essenciais, mas brincar é fundamental em muitos aspectos, pois “leva à plasticidade cerebral, à adaptabilidade e à criatividade.” O paradoxo delicioso da vida adulta é que nada desperta mais o cérebro do que brincar.

“No trabalho, faça o que gosta. Com a família, esteja presente por inteiro.”

Lao-Tsé

O que o pensamento essencialista tem a ver com os projetos criativos? 

Para termos projetos criativos que trazem sucesso e satisfação, precisamos de um caminho direcionado para a sua criação. Você não precisa ter dez projetos criativos, é mais interessante que tenha um e faça cada etapa dele com a maior entrega que puder. É muito mais interessante desenvolver um processo criativo que envolve tempo para brincar do que uma rotina exaustiva que te deixa bloqueado. 

Eu identifiquei dois projetos criativos que fazem meu coração acelerar e que me deixam confortável para criar: escrever um livro e produzir conteúdos para a internet. Se você ainda não encontrou uma atividade que seja assim para você, vale fazer uma busca avançada com três perguntas: 

“O que me apaixona profundamente?”

“O que aproveita melhor o meu talento?”

 “O que atende a uma necessidade importante do mundo?”.

Seu projeto criativo está escondido nessas questões.

Basta procurar com carinho e uma visão criativa.

Tudo bem se você tiver vários. Como eu falei, tenho o livro e os conteúdos para as redes sociais, mas também tenho uma novela e um curso de criatividade. O que eu fiz? Deixei para depois. Não são minhas prioridades agora e eu não vou dividir minha energia criativa entre todas essas coisas. Faz sentido para você?  

Depois de escolher um projeto para concentrar seus esforços, é fundamental entender que isso exigirá sacrifícios. Não do tipo que torna tudo insuportável, mas você precisará abrir mão de algumas coisas. “Uma posição estratégica só é sustentável caso se abra mão de outras posições”. Aprender a fazer negociações e ter um bom planejamento é o segredo para criar com tranquilidade. Na segunda-feira você escreve até às 21 horas, mas na quarta-feira vai ao jogo com os amigos e não ousa pensar em projeto neste momento. 

Aprender novas habilidades essenciais nunca é fácil. Mas depois que as dominamos e as tornamos automáticas, conquistamos uma enorme vitória, porque a habilidade continua conosco pelo resto da vida. Se eu tiver que resumir esse livro em uma palavra, ela será: provocador. Me provocou a buscar uma vida mais assertiva, que, por consequência, será mais criativa.

Estou apaixonada e recomendando pra geral. <3

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