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O que eu espero criar em 2021?

Quase comecei essa escrita falando sobre quanto 2020 foi um ano difícil, mas seria chover no molhado. Duvido que qualquer pessoa com o mínimo de senso crítico tenha saído dessa sem ao menos passar por 24 horas de um mix de sentimentos, mas tudo bem, era impossível fugir. O lance é que os últimos dias chegaram trazendo aquela expectativa, que é natural nos meses de dezembro. Eu, que sou a maluca das retrospectivas e a doida dos planejamentos, já comecei a mapear alguns pontos por aqui – e é essa reflexão que quero compartilhar com você hoje.

Por favor, pegue um café, estou com o meu enquanto conto tudo isso pra você. Vamos seguir a linha pandêmica e fazer um brinde virtual. 

De janeiro pra cá, decidi que gostaria de intensificar meu trabalho no Canal Big Bag, comecei a gravar mais vídeos, compartilhar posts, estudar as dificuldades que as pessoas têm em se sentir criativas e passei a falar mais sobre o assunto com a galera. Percebi que a criatividade está em todos os cantos, mas está esquecida junto com qualquer objeto que não serve mais. Então encontrei meu primeiro maior aprendizado nessa história: a criatividade está esperando ser acordada, seja você quem for. Acordei a minha no começo do ano e nesse meio tempo observei que cada ser humano guarda um artista criativo dentro da alma, mas muitos não sabem disso ou não aceitam que também têm esse lindo e incrível poder de criar.

Ainda sobre não aceitar, conforme os meses foram passando e aquela motivação que impulsiona os projetos no começo foi ficando mais fraca, precisei aprender a lidar com meus bloqueios. Decidi que a melhor resposta era seguir criando mesmo sem tanta vontade, foi o que fiz, e rolou. Produzi posts para as redes sociais, gravei vídeos, escrevi artigos, mas depois de algum tempo, tudo estava meio robotizado. Para, eu sei que você já passou por isso também, vai…tô falando daquela sensação de que estamos fazendo algo só por fazer, no automático e para honrar o comprometimento.

Eu já não estava mais tão conectada com meu objetivo principal, que é levar a educação criativa e despertar o potencial criativo nas pessoas, porque eu acho que todos merecem viver a vida dos sonhos. O ponto é que isso fez minha criatividade voltar a dormir. Enquanto ela cochilava, a comparação deu uma festa e convidou a baixa autoestima para tocar sua playlist. Claro, como essas duas nunca chegam sozinhas, a vergonha, o medo de não agradar e a falta de ideias vieram tocar o terror. Nessa agitação toda, os resultados foram embora – dizem por aí que eles não curtem se misturar com essa galera. Quando me dei conta, percebi que estava passando por tudo o que o meu público-alvo passa: me perdi como criativa e não acreditava nos meus projetos como antes.  

Então, o mais louco aconteceu, fiquei feliz!

Calma, vou explicar. 😂

Descobri que sei o que fazer, que sou a prova viva de que a vida criativa é uma montanha russa e reconheci meu maior presente deste ano: poder colocar em prática tudo o que eu estudo e vejo na teoria. Voltei para o ponto mais importante do desenvolvimento criativo, que é se perceber e reconhecer seus desejos e habilidades. Posso ser meu objeto de estudos e, afinal, o que é a criatividade senão se descobrir, entender e recriar todos os dias? 

Depois que essa luz acendeu na minha mente, sentei a bunda na cadeira e comecei a planejar. Listei tudo o que pretendo fazer no próximo ano, as aulas gratuitas no Youtube, os conteúdos no Instagram, os artigos mais completos no blog, os livros…minha cabeça fervilhava de ideias, todas aquecidas pela sensação de que o mundo está desabando lá fora.

É verdade que as coisas que nunca estiveram no meu controle vão de mal a pior (e não posso fazer quase nada) e o futuro é incerto, mas pelo menos tenho como fazer o que acredito. Posso usar meus conhecimentos para ensinar, compartilhar o que tive a oportunidade de aprender com aqueles que não tiveram a mesma sorte, incentivar transformações…sempre falo que com um pouco de criatividade tudo é possível. A melhor parte é fazer tudo isso enquanto desenvolvo a minha capacidade de criar. 

É louco essa certeza de que tenho muita coisa pra fazer, independente do que o mundo já esteja fazendo de melhor ou pior do que eu, eu também posso continuar criando do meu jeito. Isso é mágico, é disso que eu falo. Quero que você sinta isso também, por favor!

Tem uma música da banda Fresno que eu curto demais e que representa um pouco do que a criatividade foi pra mim em 2020, se chama Poeira Estelar. Vou destacar o trecho que me inspirou de janeiro até agora. 

“Tudo que importa é o agora e nada mais. Tudo que nós somos é apenas o que a gente faz.”

A criatividade sempre foi e sempre será sobre o que nós fazemos com o que temos. Yoko Ono já dizia “Você pode me achar pequena, mas tenho um universo dentro da minha mente”. Minha grande bolsa chamada cérebro (sim, daí surgiu o nome de tudo!) me permite criar um milhão de coisas, mesmo nos piores anos da humanidade.

É a nossa criatividade que nos permite enfrentar tudo e nós sempre teremos como criar alguma coisa nova. SEMPRE. 

Ah, algo legal que fiz nos últimos dias foi começar a escrever esses relatos pessoais sobre a minha relação com a criatividade. Estou pensando em acrescentar essa atividade na minha rotina de criação de conteúdo para o Canal Big Bag, porque além de ser um desabafo que ajuda a aliviar a mente, é uma forma de documentar minha evolução criativa e compartilhar experiências que nos fazem lembrar que SE VOCÊ É SER HUMANO, VOCÊ PASSA POR CONFLITOS E VOCÊ É CRIATIVO. Tá tudo bem, é normal, precisamos lidar com isso, fazer o quê! haha

Bom, pode vir 2021, to pronta pra criar o que eu sempre sonhei: meu legado criativo junto da minha comunidade criativa. E você, já pensou no que vai criar nos próximos 12 meses?

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