Como o pixel show se adaptou e trouxe a criatividade para dentro das nossas casas

No último domingo dei adeus a semana mais criativa que vivi nos últimos meses, os 7 dias de imersão em conteúdos que fizeram parte da programação do Pixel Show. Vocês conseguem imaginar como estão as coisas aqui na minha cabeça? É como se minha mente representasse uma garrafa de Coca-Cola e cada palestra fosse um mentos caindo dentro dela. Conseguiu visualizar a explosão de ideias por aí? 

O que é o Pixel Show? 

O Pixel Show é o maior Festival de Criatividade da América Latina, organizado pela Zupi.live desde 2005. Dividido em 3 áreas, o evento permite que você participe da feira de criatividade, workshops e das conferências, que são os momentos onde os palestrantes apresentam cases, compartilham histórias, falam sobre seus processos, economia criativa, novas ideias e inovação.

Como 2020 foi um ano atípico e exigiu de nós criatividade extrema para a adaptação, o Pixel Show aproveitou para mostrar que essa é a verdadeira essência do evento e fizeram o rolê acontecer 100% online. Mesmo com uma tela entre os participantes e os palestrantes, ainda foi possível absorver conhecimentos incríveis.

Como é legal ver o futuro se tornando presente, né? Desafiador, mas interessante! 

Falando em futuro, o tema deste ano foi “Como será a criatividade daqui 150 anos?” e os profissionais da Indústria Criativa deram um show de preparo e inspiração. Não era pra menos, imagine quantas perspectivas diferentes existem entre Designers, Ilustradores, Animadores, Publicitários, Quadrinistas, Artistas e Empreendedores Criativos? Cada pessoa traz um olhar diferente sobre criatividade e junto de quem está assistindo, uma ideia maior é construída. A principal proposta é que os participantes consigam explorar e se inspirar e isso teve de sobra! 

3 ensinamentos do evento que trouxe para minha vida criativa:

  • Profissionais criativos precisam se perceber como um negócio para melhorar a qualidade da sua entrega 

Buscar otimizar processos para ter mais tempo para criar, melhorar a apresentação dos produtos, posicionar-se como um profissional criativo e preparado…são tantas coisas necessárias para melhorar a rentabilidade da carreira criativa, que se não nos percebermos como empresas criativas – mesmo que nossa instituição seja formada apenas por um profissional – será difícil acompanhar as transformações do mercado e do futuro do trabalho. 

“Não é porque a gente é pessoa física que não devemos tomar cuidado com a forma como somos percebidos. Essas coisas estão ao nosso alcance e devem ser feitas!” 

Lisiane lemos 

Na palestra “Transformação Digital Para Todos”, Lisiane Lemos falou, entre tantas outras coisas importantes, sobre a Megalomania da inovação. Por que miramos tanto no que é grande e inalcançável, se o diferente pode estar mais perto do que imaginamos? Esse olhar atencioso precisa fazer parte da rotina do profissional, porque é dele que surgem os pontos que podem nos diferenciar de outros criativos. 

Ninguém cria como você, mas será que sua audiência sabe disso? Você está produzindo de maneira otimizada? Está preparado para as mudanças no comportamento das pessoas e para o surgimento das novas tecnologias? Vale a pena pensar no assunto! 

  • Criativos precisam ser humildes e saber canalizar sua energia criativa 

Como é difícil aceitar conselhos de outros profissionais quando o conceito da criação já está formado na cabeça, né? Na palestra “Projetos Paralelos”, ministrada pelo Ilustrador Mauro Martins, a humildade foi muito citada! Precisamos entender que nem sempre o layout final do cliente será o mais bonito, feito exatamente com a estética idealizada, porque ele precisa ser funcional e atender às expectativas do pagante. O segredo é conseguir equilibrar beleza e resultados para fazer dar certo. 

Quem trabalha criando qualquer coisa precisa aprender a ouvir a opinião de outras pessoas sem levar os palpites para o lado pessoal, afinal, é para isso que os trabalhos em equipe servem: reunir as melhores ideias para entregar o produto mais eficiente. 

“O projeto paralelo te permite explorar a criatividade de uma maneira mais livre”

Mauro Martins

Uma boa dica deixada pelo ilustrador é que o profissional precisa ter sempre um projeto paralelo, porque, além de explorar técnicas e trabalhar livremente, a tarefa serve para canalizar a energia criativa. Enquanto trabalha em algo apenas seu, que não tem compromisso com prazos e não tem a obrigação de “dar certo”, você pode explorar ideias, seguir por caminhos próprios e se divertir ao testar os limites da criatividade.

Como não precisa cumprir ordens, é possível canalizar sua energia criativa e imaginar sem limites. Isso influenciará no desempenho em sua atividade principal, pois será mais fácil entender que, às vezes, um projeto profissional permitirá somente o melhor dentro do que é pré-estabelecido e as ideias divertidas poderão ser extravasadas no projeto paralelo, onde toda simplicidade é compensada com criações espetaculosas e cheias de personalidade.

  • Uma ideia boa e uma dose de atitude valem mais do que mil recursos tecnológicos e permissões externas

Criar nunca foi questão de ter dinheiro ou estar em uma posição privilegiada, é fruto apenas da capacidade de imaginar, e isso todos podemos fazer. Porém, a verdade é que estamos cada vez mais presos a modelos prontos ou entregues a crenças do tipo “se eu tivesse tal câmera, seria um ótimo fotógrafo” e isso atrasa o nascimento de bons projetos. A proposta do palestrante André Vasco, que falou sobre Conteúdo Criativo de Guerrilha, é que os criadores esperem menos a melhor oportunidade para começar a criar. 

“Não existe não fazer, você tem que fazer com o que tem na mão”

André Vasco 

É claro que ter boas ferramentas facilita o trabalho, mas se você tem ótimas ideias, já está um passo à frente de quem tem recursos, mas não consegue pensar em algo legal. Seja criando conteúdo para internet ou trabalhando na premissa de um livro, não existe certo ou errado, bom ou ruim, tem apenas uma maneira organizada de fazer e um compromisso de sentar a bunda na cadeira para criar até que a criatividade venha. 

Deixo aqui uma provocação da carapuça que vesti enquanto assistia a transmissão: quantas vezes você esperou a situação melhorar ou pensou que deveria ser mais capacitado para colocar suas ideias em prática e logo percebeu que outras pessoas foram mais rápidas ao executar algo parecido?

Não sei por aí, mas aqui já aconteceu várias vezes e ao olhar ao meu redor, percebo que esse conflito faz parte da vida de muitos criativos. O comunicador deixou uma frase que resume bem a dualidade que é criar sem ter muitas condições de fazer isso: “quando o dinheiro é pouco, as ideias precisam ser maiores”.  Com isso, quero dizer que você está na melhor posição para criar o projeto, o trabalho ou a arte dos seus sonhos, o que precisa fazer é dar o primeiro passo usando o que tem. É simples, mas às vezes nos esquecemos de que conseguimos fazer coisas maravilhosas com o que temos na mão.

A maior ironia de esperar o melhor momento para fazer as coisas acontecerem é que, quando percebemos que ele chegou, é porque já passou. 

Como profissional que trabalha com produção de conteúdo, Youtuber de Criatividade e criadora no Canal Big Bag, só posso dizer uma coisa: participar do Pixel Show é obrigatório para quem gosta de falar, ouvir e viver a vida criativa.

O festival desafia você a pensar diferente, apresenta pessoas incríveis, traz inspiração e coloca milhões de novas perguntas na sua cabeça. Como será a criatividade daqui 150 anos eu não consigo dizer, por enquanto, digo que ela é desafiadora, mas mais necessária do que nunca. 

Os organizadores dizem que o PS é uma imersão em busca do ócio e da criatividade perdida e é verdade. Saí com tanta coisa legal pra publicar no Big Bag, que tudo foi maior do que imaginei. Tenho taaaaantas anotações aqui, que é melhor vocês se prepararem para o compartilhamento extremo. Tem muito conteúdo no forno! 

Ah, é claro que minha presença está confirmada para o ano que vem e espero que s sua também. Nos vemos lá?

2 thoughts on “Como o pixel show se adaptou e trouxe a criatividade para dentro das nossas casas

  1. É verdade, Tainá! Como já dizem sobre o talento é “99% transpiração e 1% inspiração”. Nada melhor do que persistir nos seus projetos! E eu acho bárbaro as suas dicas! Continue com o ótimo trabalho que está fazendo

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